21 de maio de 2012

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Projeto Bacias

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Objetivo é promover a recuperação, conservação e a gestão das bacias hidrológicas.

Projeto Bacias

Imagens do projeto no córrego Crispim, envolvendo a comunidade.

 olho 

Movimento CYAN e WWF-Brasil iniciam recuperação do Córrego Crispim.

Visando melhorar a gestão e as condições dos recursos hídricos nas bacias que abastecem as 34 fábricas da Ambev no Brasil, lançamos o Projeto Bacias.

Trata-se de uma iniciativa ambiental vinculada ao Movimento CYAN, da Ambev, em parceria com o WWF-Brasil.

A primeira etapa do Projeto Bacias tem o objetivo de promover a recuperação, conservação e a gestão da bacia dos rios Corumbá e Paranoá, no Distrito Federal, que servirão de piloto e laboratório de testes.

Os aprendizados e soluções testadas e aprovadas ali pelo WWF-Brasil, parceiro do projeto, serão valiosas na expansão do projeto para as demais regiões, minimizando custos e riscos e aumentando as chances de sucesso.

Em função da complexidade da primeira etapa, que levará três anos para ser concluída, não há prazo para extensão das atividades para as outras bacias envolvidas no projeto.

No primeiro ano de projeto, os resultados iniciais são o ecomapeamento da Microbacia do Córrego Crispim e o plano de ação para despoluir as águas da região.

Saiba mais sobre o projeto

1. O que é bacia hidrográfica

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Chama-se bacia hidrográfica a área da superfície terrestre em que as águas superficiais de um rio e seus afluentes convergem para um rio principal, pela força da gravidade.

O Brasil recentemente adotou a ideia de bacias hidrográficas na gestão dos recursos. São 12 grandes regiões hidrográficas, correspondentes às maiores bacias hidrográficas do nosso território.

Veja no site do Movimento CYAN: infográfico que explica como funciona uma bacia

 

2. A importância das bacias dos rios Corumbá e Paranoá

corrego

As bacias do Distrito Federal foram selecionadas pela Ambev e WWF-Brasil por estarem em situação de vulnerabilidade, de acordo com um estudo que levou em conta o grau de ameaça ambiental e o nível de organização social local em torno do tema.

Ambas estão situadas em um dos biomas mais ameaçados do Brasil, o cerrado, Conhecido pelo clima extremamente seco durante o inverno. Entretanto, curiosamente, é considerado o berço das águas do Brasil. Do Planalto Central afloram águas que irão abastecer três das maiores bacias hidrográficas do país.

Na região, especificamente, nascem, em um fenômeno conhecido como Águas Emendadas, riachos que irão abastecer, ao sul, pelo córrego Brejinho, as bacias do Paraná e Prata, e ao norte, pelo córrego Vereda Grande, as bacias Tocantins e Amazonas. Ambos os cursos d'água afloram em uma mesma vereda, a uma distância de apenas seis quilômetros um do outro.

Mesmo sendo o maior dos biomas brasileiros, o Cerrado é o mais ameaçado e esquecido. Entretanto, abriga 10.400 espécies de plantas, das quais 50 são endêmicas, ou seja, só ocorrem nesta região.  A fauna também apresenta uma importante diversidade, incluindo 180 espécies de répteis, 113 espécies de anfíbios, 837 de pássaros e 195 de mamíferos.

Nada disto impediu que o Cerrado perdesse para a produção agropecuária 45% de sua área de domínio. Com o desmatamento, vão-se também as nascentes e os riachos, assoreados e soterrados em função da destruição de suas matas ciliares.

O projeto, portanto, serve como modelo para o estudo da gestão e conservação das maiores bacias hidrográficas do país. O fato de abastecerem a capital federal permitirá ainda dar mais visibilidade ao tema, alem de servir como símbolo da conservação.

Veja no site do Movimento CYAN: informações sobre as bacias e o projeto

3. Resultados do primeiro ano de projeto – A pesquisa

pesquisa

A primeira fase do Projeto foi o ecomapeamento da Microbacia do Córrego Crispim.

Realizada de porta em porta nas áreas urbana e rural da microbacia, a pesquisa foi feita em novembro de 2010 e reuniu informações sobre a população e sua relação com o córrego, suas expectativas e interesse em recuperá-lo. 

O estudo feito no Córrego identificou, por exemplo, que a maior parte da população tem interesse em participar de um projeto para revitalizar a região: das pessoas que não conhecem o local, 26% têm interesse pelo projeto.

Já entre os que conhecem, mas nunca frequentaram o córrego, 40% mostraram interesse. Na parcela que conhece e já frequentou, esse número sobe para 48% e entre os frequentadores do Crispim, 60% gostariam de ajudar na recuperação das águas.

A pesquisa diagnosticou também a necessidade de reflorestar a área.

 Veja no site do Movimento CYAN: mais informações sobre a pesquisa.

4. Resultados do primeiro ano de projeto – O plano de ação

ações

Para dar início ao reflorestamento da Microbacia do Córrego Crispim, a Ambev e o WWF-Brasil estão criando um viveiro para a produção de mudas de árvores do Cerrado que serão usadas para reverter a atual situação das áreas degradas às margens do córrego.

Todo o trabalho contará com a participação ativa da comunidade local.  O viveiro, que terá depósito, galpão e capacidade para produção de 10.000 mudas e sementeiras, foi construído com técnicas ecológicas, como super adobe, o telhado de pasta de dente e estrutura de bambu.

Para detectar a real situação dos níveis de poluição de nascentes no Distrito Federal, a iniciativa realiza o monitoramento da água em seis córregos da região: Sagui, Crispim, Palha, Jerivá, Torto e Taquari.

Para isso, o Movimento CYAN mobilizou e capacitou voluntários que fazem, mensalmente, o acompanhamento da qualidade da água.

A coleta é feita por meio de um kit colorimétrico que monitora seis parâmetros bioquímicos: temperatura, coliformes totais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), PH, nitrogênio e fosfato. Também se levam em conta parâmetros físicos, como temperatura, turbidez, presença de sedimentos, espumas, peixes e larvas, dentre outros. O procedimento é um importante passo para viabilizar a elaboração de um diagnóstico das bacias hidrográficas.

Os resultados obtidos por esse levantamento estão sendo disponibilizados no site do Movimento CYAN. A ideia é criar um histórico comparativo para avaliar a evolução desses parâmetros, identificar os problemas mais graves e buscar encontrar as devidas soluções. Desta forma, torna-se possível uma análise aprofundada sobre o estado de degradação dos recursos hídricos para futuras ações de recuperação.

Veja no site do Movimento CYAN: algumas das ações adotadas pelo WWF-Brasil no local .

5. A Ambev no Distrito Federal

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A Ambev tem atuação no Distrito Federal desde 1968, quando foi inaugurada a filial Gama (ex- Skol Caracu). A fábrica possui duas linhas de produção e tem capacidade de produzir  2,2 milhões de hectolitros de cerveja por ano. Na unidade são produzidas Brahma Chopp, Skol e Antarctica Pilsen.

A filial abastece todo o DF e parte dos estados de Tocantins, Minas Gerais e Goiás.

A companhia também possui um centro de distribuição em Brasília. Com 1.077 empregados na região (diretos e indiretos), a Ambev gera mais de R$ 279 milhões de impostos ao Distrito Federal.  

6. A gestão ambiental da Ambev em sua Filial DF

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A filial da Ambev em Brasília antecipou o cumprimento das metas ambientais estabelecidas pela companhia para 2012. A unidade conseguiu reaproveitar 99,4 % dos subprodutos industriais graças ao projeto de reciclagem de todo vidro, papelão, plástico, metal e borra de rótulo não utilizado na produção das bebidas e embalagens. Já os restos de bagaço de malte, levedura úmida e fermento são transformados em ração animal.

Os recursos hídricos também são utilizados de forma racional na produção de bebidas. Para cada litro de cerveja são consumidos apenas 3,4 litros de água. O número supera a meta estabelecida pela companhia para todas as cervejarias do Brasil, que é de 3,5 litros.

A unidade trata 100% do seu efluente antes de lançar na rede da concessionária CAESB e cumpre com os valores dispostos no decreto 18328/97. No ano de 2010 foram tratados 505.023 m³ de efluentes, o equivalente ao tratamento de esgoto de uma cidade de 8.485 mil habitantes em um ano.

A captação de água dos nove poços utilizados é concedida pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (ADASA). Em homenagem à gestão sustentável dos seus recursos hídricos, a unidade recebeu da entidade a outorga de n° 1000. No ano passado, a filial também reduziu em 10% sua emissão de CO2, em comparação a 2009.

Veja no site do Movimento CYAN: O papel da Ambev no projeto Bacias .

7. WWF-Brasil

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Criada em 1996, a ONG WWF-Brasil integra a rede independente WWF, que atua em mais de 100 países em defesa da conservação da natureza.

Com sede em Brasília (DF), o WWF-Brasil executa dezenas de projetos em parceria com ONGs regionais, universidades e órgãos governamentais. Desenvolve atividades de apoio à pesquisa, legislação e políticas públicas, educação ambiental e comunicação. Além disso, há também projetos de viabilização de unidades de conservação, por meio do estímulo a alternativas econômicas sustentáveis envolvendo e beneficiando comunidades locais.

Em março de 2010, por ocasião do Dia Mundial da Água, WWF-Brasil e Ambev apresentaram o acordo que firmaram para implantar o Projeto "Água para Vida - Conservação e Gestão de Água Doce".

A finalidade é trabalhar conjuntamente para a preservação e recuperação das nascentes de cursos d'água nas áreas de atuação da companhia.

O projeto prevê a adoção, pela Ambev, das bacias hidrográficas que abastecem suas unidades industriais. A primeira a ser contemplada é a Corumbá-Paranoá, localizada no Distrito Federal, bacia que abastece a Filial Gama. "O projeto se insere nas ações do WWF-Brasil como parte de sua estratégia de envolver as comunidades no cuidado com a água, em um modelo de gestão participativa que tem, nos próprios moradores das microbacias, os guardiões das águas, responsáveis pela conservação e, até, pelo monitoramento da qualidade das águas dos córregos", diz Samuel Barreto, do WWF-Brasil. 

Mapa de Atuação

PaísMercado de cerveja (mm HL)Consumo per capita (litros)Capacidade instalada (mmHL)
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