
As bacias do Distrito Federal foram selecionadas pela Ambev e
WWF-Brasil por estarem em situação de vulnerabilidade, de acordo
com um estudo que levou em conta o grau de ameaça ambiental e o
nível de organização social local em torno do tema.
Ambas estão situadas em um dos biomas mais ameaçados do Brasil, o
cerrado, Conhecido pelo clima extremamente seco durante o inverno.
Entretanto, curiosamente, é considerado o berço das águas do
Brasil. Do Planalto Central afloram águas que irão abastecer três
das maiores bacias hidrográficas do país.
Na região, especificamente, nascem, em um fenômeno conhecido como
Águas Emendadas, riachos que irão abastecer, ao sul, pelo córrego
Brejinho, as bacias do Paraná e Prata, e ao norte, pelo córrego
Vereda Grande, as bacias Tocantins e Amazonas. Ambos os cursos
d'água afloram em uma mesma vereda, a uma distância de apenas seis
quilômetros um do outro.
Mesmo sendo o maior dos biomas brasileiros, o Cerrado é o mais
ameaçado e esquecido. Entretanto, abriga 10.400 espécies de
plantas, das quais 50 são endêmicas, ou seja, só ocorrem nesta
região. A fauna também apresenta uma importante diversidade,
incluindo 180 espécies de répteis, 113 espécies de anfíbios, 837 de
pássaros e 195 de mamíferos.
Nada disto impediu que o Cerrado perdesse para a produção
agropecuária 45% de sua área de domínio. Com o desmatamento, vão-se
também as nascentes e os riachos, assoreados e soterrados em função
da destruição de suas matas ciliares.
O projeto, portanto, serve como modelo para o estudo da gestão
e conservação das maiores bacias hidrográficas do país. O fato de
abastecerem a capital federal permitirá ainda dar mais visibilidade
ao tema, alem de servir como símbolo da conservação.
Veja no site do Movimento CYAN: informações sobre as bacias e o projeto